Por onde anda....
Alguns jovens desportistas capixaba na certa não sabem quem é Ebes Lima
Guimarães. Ele foi presidente da Federação de Futebol e sob o seu comando o Espírito Santo viveu a melhor fase de sua história, disputando as principais
competições promovidas pela antiga CBD e pela CBF.
Até a sua
chegada à presidência da FES, o Espírito Santo não piava nada na antiga CBD.
Depois que assumiu, Ebes, nascido na
Bahia, mas mateense de coração, com aquele seu jeito matuto e irreverente,
passou a falar grosso nas reuniões da CBD e o futebol capixaba passou a ter
mais chances de aparecer.
O sucesso do
Ebes na Federação, chamou a atenção de um grupo político que passou a ver a
presidência da FES como um cargo de prestígio e com chances de, em assumindo,
ter ganhos eleitorais
E para
derrubar o Ebes da presidência da FES, o principal argumento que a oposição
usou era de que ele era corrupto e usava o cargo em benefício próprio, usando
até o telefone da entidade para resolver problemas da sua fábrica de carpetes,
que era localizada lá em São Mateus.
Acontecia
que o Ebes dava tempo integral à Federação, coisa que nem sempre os presidentes
anteriores podiam. E como ele ficava o dia todo na FES, era normal que usasse,
ocasionalmente, o telefone da entidade para resolver problemas particulares.
Afinal, naquela época não existia celular...
Aconteceu
uma coisa curiosa. O argumento da oposição era de que a administração do Ebes
era corrupta. Pois bem, para derrubá-lo, os seus opositores cometeram um monte
de corrupção, como por exemplo, confinaram no antigo Hotel Porto Sol (Praia de
Camburi) a maioria dos dirigentes com direito a voto e o que aconteceu lá,
sinceramente, não tenho como mensurar e provar.
E a
derrubada do Ebes refletiu no Rio Branco. Segundo contam, o
Manoel Ferreira, o mais histórico benemérito do Capa Preta, instruiu o desportista
Djalminha (no desenho), então presidente do clube, que votasse no Ebes. Ele não votou, o
Ebes perdeu e o Rio Branco passou a não ter mais “aquele apoio” do Manoel
Ferreira.
A verdade é
que, repito, o futebol capixaba viveu a sua fase de ouro com o Ebes. Depois
dele, é isto que a gente vê por aí...

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