terça-feira, 25 de julho de 2017

Por onde anda....


Alguns  jovens desportistas  capixaba na certa não sabem quem é Ebes Lima Guimarães. Ele foi presidente da Federação de Futebol e  sob o seu comando o Espírito Santo viveu  a melhor fase de sua história, disputando as principais competições promovidas pela antiga CBD e pela CBF.
Até a sua chegada à presidência da FES, o Espírito Santo não piava nada na antiga CBD. Depois que assumiu,  Ebes, nascido na Bahia, mas mateense de coração, com aquele seu jeito matuto e irreverente, passou a falar grosso nas reuniões da CBD e o futebol capixaba passou a ter mais chances de aparecer.
O sucesso do Ebes na Federação, chamou a atenção de um grupo político que passou a ver a presidência da FES como um cargo de prestígio e com chances de, em assumindo, ter ganhos eleitorais
E para derrubar o Ebes da presidência da FES, o principal argumento que a oposição usou era de que ele era corrupto e usava o cargo em benefício próprio, usando até o telefone da entidade para resolver problemas da sua fábrica de carpetes, que era localizada lá em São Mateus.
Acontecia que o Ebes dava tempo integral à Federação, coisa que nem sempre os presidentes anteriores podiam. E como ele ficava o dia todo na FES, era normal que usasse, ocasionalmente, o telefone da entidade para resolver problemas particulares. Afinal, naquela época não existia celular...
Aconteceu uma coisa curiosa. O argumento da oposição era de que a administração do Ebes era corrupta. Pois bem, para derrubá-lo, os seus opositores cometeram um monte de corrupção, como por exemplo, confinaram no antigo Hotel Porto Sol (Praia de Camburi) a maioria dos dirigentes com direito a voto e o que aconteceu lá, sinceramente, não tenho como mensurar  e provar.
E a derrubada do  Ebes  refletiu no Rio Branco. Segundo contam, o Manoel Ferreira, o mais histórico benemérito do Capa Preta, instruiu o desportista Djalminha (no desenho), então presidente do clube, que votasse no Ebes. Ele não votou, o Ebes perdeu e o Rio Branco passou a não ter mais “aquele apoio” do Manoel Ferreira.

A verdade é que, repito, o futebol capixaba viveu a sua fase de ouro com o Ebes. Depois dele, é isto que a gente vê  por aí...

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