Os meus amigos Bete e Alberto vistos pelos meus lápis. Alberto, no passado, foi jogador do Vitória e mesmo depois de pendurar as chuteiras, não perde nem jogo-treino do vitorinha.
Eu já joguei bola, mas os meus descendentes....
Quando tenho chances, falo com entusiasmo das minhas peripécias na mocidade como jogador de futebol. Não era lá estas coisas, mas dava para o gasto. Joguei no segundo quadro do Guarany, famoso time lá de Águia Branca, que era invencível no seu campinho, que ficava no início da Rua Preta (hoje Rua Francisco Alves do Couto, meu pai) .
Era ponta direita. Em Colatina, joguei no Domingos Martins - time do "seu" Leonel - e na Uacec, time do Ginásio Conde Linhares. Joguei ao lado de gente como o Belo, Nonô (que foi profissional no Fluminense), Mandinho e Zito, que era excelente goleiro e que nos deixou muito cedo. Encerrando a minha "gloriosa" carreira de futebolista, agora como goleiro, fui a sensação de um jogo entre Atlético Aimoreense 1x1 Ferrtoviário. Eu tinha sido "fichado" no Atlético Aimoreenses. Na minha estréia, estava escalado para jogar no segundo quadro. Cheguei cedo ao estádio, mas na hora do treinardor
distribuir as camisas dos jogadores da preliminar, só eu não recebi uma. Fiquei isolado lá no canto do vestiário e foi aí que o treinador, com muito cuidado nas palavras me contou:
" Seguinte, Zé Couto (naquela época eu ainda não era o Janc...) : o nosso goleiro titular estava em Resplendor, o trem já passou e ele não veio... Agora só temos você..." Eu gelei. Afinal, eu não tinha experiência e só jogava as peladas lá do internato do Pan Americano e como eu ia enfrentar aqueles atacantes grandões do time adversário?!! Mas o cara insistiu tanto que me convenceu a jogar. Mas, fui logo dizendo: "Eu vou, mas não garanto nada..."
Eu tinha uns 16 anos, magrinho, mas naquele dia, na minha primeira e única partida pelo Atlético Aimoreense, fechei o gol e peguei até pensamento ruim dos atacantes adversários.
No final do jogo, todos queriam saber quem era aquele goleirinho que agarrava igual ao Castilho. E glória veio mais tarde, lá pelas 7 horas da noite. Era a atração na pracinha que ficava (ou ainda fica?) perto da estação. E eis, que lá pras tantas, me aparece o jornalista Esdras Leonaor, pedalando a sua bicicleta e me obriga a montar na garupa dela para ir até a Rádio Difusora de Aimorés para dar uma entrevista exclusiva. Aí, sim, me senti um Castilho do Vale do Rio Doce.
Era final de ano e chequei a conclusão de que aquela minha espetacular atuação tinha sido (desculpem a palavra) "uma cagada" e que nunca mais se repetiria. Por isso, recusei o convite para jogar a partida seguinte, alegando: "O ano está encerrando e agora só posso me preocupar com as provas finais."
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Apesar de ter sido um jogador mais ou menos e através da Gazetinha ter revelado um monte de craques, nenhum dos meus filhos, netos e sobrinhos deram para a coisa. O único que jogou mais ou menos foi o meu sobrinho Washington Couto, hoje gerente do Bradesco de Alegre. O Janquinho, no primeiro dia que foi jogar, desistiu. Afinal, conseguiu fazer dois gols contra a sua equipes... O Rodrigo (foto) tentou, tentou mas sou ficou mesmo na tentativa, apesar de até ter jogado pela famosa Aert.
Mas, não tenho nada que reclamar porque, afinal, se nenhum deles foi craque de bola, tenho a certeza de que todos eles são pessoas integras e agradeço muito a Deus por eles serem meus filhos.
Afinal, quando Deus me deu a incumbência de fazer a Copa A Gazetinha, não tinha nenhum item dizendo que os meus descendentes tinham que se tornar craques de futebol...
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