segunda-feira, 31 de julho de 2017

sábado, 29 de julho de 2017


 Apresentadora e o apresentador do

“Em Movimento” da TV Gazeta

Quando o “Em Movimento” começou, eu tinha uma pequena antipatia pelo programa. Mais tarde, descobri que esta aversão era porque ele estava ocupando um espaço que era do “Globo Esporte”  dedicado ao noticiário esportivo local.

E até hoje acho que a exclusão deste valioso espaço, foi um desserviço ao esporte capixaba. Mas, excluindo esta minha bronca, os noticiosos da TV Gazeta são de alto nível, não devendo nada aos jornais de outras filiadas da Globo e acho até que eles tem o mesmo nível da emissora mãe.

Voltando ao assunto do “Em Movimento”, gostaria de  ressaltar a qualidade deste programa, que tem nos seus apresentadores - Aline Alves e Diego Aráujo – o ponto alto. 

É um programa bem apresentado, com pautas criativas e muito bem editado.

Aline e Diego são versáteis, simpáticos e divertidos.

Só eles mesmos para diminuir a minha bronca pelo corte do “Globo Esporte” local...

sexta-feira, 28 de julho de 2017

  Mauro Ribeiro Garcia  
   Primeiro prefeito de São Gabriel da Palha   

Confesso que não tinha ideia por onde andava o meu amigo Mauro Ribeiro Garcia, primeiro prefeito de São Gabriel da Palha. Ontem, soube de sua morte, aos 92 anos, através de uma reportagem publicada no “Gazeta Online”.
Fiquei triste com a notícia. Afinal, era meu amigo de longa data e fui um dos seus auxiliares  na prefeitura de São Gabriel da Palha.
Mauro era uma pessoa alegre, extrovertida e lamento não ter convivido com ele nos últimos anos, apesar de ter descoberto na notícia do “Gazeta Online” que ele morava em Jardim Camburi, bairro que também resido desde a década de 70.

A minha história com o 
prefeito Mauro Garcia
Em 1962 resolvi deixar a cidade do Rio de Janeiro e voltar para o Espírito Santo, mais precisamente para São Gabriel da Palha, onde moravam meus familiares e Maria de Lourdes, minha namorada e futura companheira para o resto da vida.

São Gabriel da Palha era Distrito de Colatina e havia um movimento para a sua emancipação. Isto realmente aconteceu e o então governador Chiquinho nomeou como prefeito interino o coletor estadual Mauro Ribeiro Garcia, pessoa muito querida e 
popular entre os gabrielenses.

Na “montagem do seu governo”, fui surpreendido com o convite para que eu ocupasse o  cargo de “Secretário do Prefeito”. Aceitei...

O cargo, naquelas circunstâncias, era bastante importante. Afinal, depois do prefeito, quem mandava? O “Secretário do Prefeito”...  E explico o motivo.

Não havia uma estrutura com prefeito, vice-prefeito, secretários, Camâra Municipal, etc., etc., etc...  

Então, quando o prefeito Mauro Garcia viajava para Vitória, coisa que fazia com frequência, eu “assumia” as responsabilidades de resolver os problemas da prefeitura porque, afinal, eu era o “Secretário do Prefeito”, o seu substituto imediato. 

Gostaria de ressaltar que nunca fui um "Dirceu Borboleta", secretário do prefeito Odorico Paraguassu" na novela O Bem Amado. Nunca! Jamais!...

E foi assim por longo tempo, até que o próprio Mauro Garcia, através de uns amigos seus, me arranjou um trabalho em Vitória como desenhista de uma entidade que tratava da erradicação da malária. Deste emprego, também com a ajuda do Mauro Garcia, fui para o jornal A Gazeta, onde trabalhei por quase 40 anos.


Em tempo: além de ter sido “Secretario do Prefeito”, eu desenhei a primeira bandeira do município. Anos depois, foi trocada pela atual, através de um projeto da Câmara de Vereadores.    

Descanse em paz prefeito Mauro Ribeiro Garcia.

PRIMEIRO ANIVERSÁRIO
No primeiro aniversário de emancipação de São Gabriel da Palha, aconteceu um festão. Na foto, o Prefeito Mauro Garcia é o que está no centro e de frente.
O "belo" desenho da mensagem da faixa foi obra minha...

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Cleiton e Jair Ventura

Dois treinadores parecidos

Cleiton Marcelino é o treinador que está por cima neste momento no futebol capixaba. O jovem comandante da equipe do Espírito Santo, com aquele seu jeitão simples, conseguiu montar uma elenco que joga entrosado, fazendo o torcedor capixaba ter esperanças de dias melhores para o nosso futebol.
A caminhada do Santão na quadradona é difícil. Apesar de ter conseguido um bom resultado no último final de semana, derrotando a equipe do  Operário por 1x0 pelo jogo de ida das oitavas, aqui no estádio Kleber Andrade,  o jogo de volta não será nada fácil e acontece na tarde deste sábado na casa do adversário,  em Ponta Grossa, no Paraná. 
O time do Cleiton joga com uma pequena vantagem e vamos torcer para ter um bom resultado, e, consequentemente, chegar às quartas de finais.
O Cleiton iniciou a sua carreira de treinador na Copa A Gazetinha, onde montou bons times e revelou alguns jogadores. É um jovem profissional que está atualizado com as coisas do futebol, principalmente porque é um estudioso dele.
O comandante do Espírito Santo, além de parecer fisicamente com o  Jair Ventura, treinador do Botafogo, está surpreendendo como o  filho do Furacão da Copa.  Os dois são duas gratas revelações como treinadores. Jair Ventura no Rio e o nosso Cleiton em terras capixabas.

quarta-feira, 26 de julho de 2017







Todos os avós
Hoje é o Dia dos Avós, data comemorada no Brasil e em Portugal. A data foi escolhida em razão da comemoração do dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus  Cristo.
Eu tenho a felicidade de ter convivido com meus  avós por parte da mãe e de ter hoje 8 netos e em breve chegará o meu primeiro bisneto.
Se ser neto e bom, ser avô é mais gostoso ainda. Afinal, o neto representa a nossa continuação. 
Mas, aproveito a data para homenagear a memória de Manoel Nunes de Zouza, meu avô, baiano de Bom Jesus, líder  político da região de Baixo Guandu e que, no final do século 18, foi nomeado pelo presidente Prudente de Moraes para o posto de “Tenente Coronel da Comarca de Baixo Guandu” (eu tenho diploma com a assinatura do presidente).
Vovô Manoel era muito carinhoso comigo e o meu  nome de batismo foi dado por ele.  Descobri isto quando vi o seu título de eleitor, que faz parte dos meus guardados. No documento tem o nome do pai dele que era “José Antônio Nunes” . Aí, se transformou no meu nome, acrescentado “do Couto”.



terça-feira, 25 de julho de 2017

Por onde anda....


Alguns  jovens desportistas  capixaba na certa não sabem quem é Ebes Lima Guimarães. Ele foi presidente da Federação de Futebol e  sob o seu comando o Espírito Santo viveu  a melhor fase de sua história, disputando as principais competições promovidas pela antiga CBD e pela CBF.
Até a sua chegada à presidência da FES, o Espírito Santo não piava nada na antiga CBD. Depois que assumiu,  Ebes, nascido na Bahia, mas mateense de coração, com aquele seu jeito matuto e irreverente, passou a falar grosso nas reuniões da CBD e o futebol capixaba passou a ter mais chances de aparecer.
O sucesso do Ebes na Federação, chamou a atenção de um grupo político que passou a ver a presidência da FES como um cargo de prestígio e com chances de, em assumindo, ter ganhos eleitorais
E para derrubar o Ebes da presidência da FES, o principal argumento que a oposição usou era de que ele era corrupto e usava o cargo em benefício próprio, usando até o telefone da entidade para resolver problemas da sua fábrica de carpetes, que era localizada lá em São Mateus.
Acontecia que o Ebes dava tempo integral à Federação, coisa que nem sempre os presidentes anteriores podiam. E como ele ficava o dia todo na FES, era normal que usasse, ocasionalmente, o telefone da entidade para resolver problemas particulares. Afinal, naquela época não existia celular...
Aconteceu uma coisa curiosa. O argumento da oposição era de que a administração do Ebes era corrupta. Pois bem, para derrubá-lo, os seus opositores cometeram um monte de corrupção, como por exemplo, confinaram no antigo Hotel Porto Sol (Praia de Camburi) a maioria dos dirigentes com direito a voto e o que aconteceu lá, sinceramente, não tenho como mensurar  e provar.
E a derrubada do  Ebes  refletiu no Rio Branco. Segundo contam, o Manoel Ferreira, o mais histórico benemérito do Capa Preta, instruiu o desportista Djalminha (no desenho), então presidente do clube, que votasse no Ebes. Ele não votou, o Ebes perdeu e o Rio Branco passou a não ter mais “aquele apoio” do Manoel Ferreira.

A verdade é que, repito, o futebol capixaba viveu a sua fase de ouro com o Ebes. Depois dele, é isto que a gente vê  por aí...

segunda-feira, 24 de julho de 2017


 As inscrições para a edição da 42ª edição
da Copa A Gazetinha já estão abertas 

A coordenação geral da Copa A Gazetinha já está aceitando inscrições de novas agremiações para a disputa da sua 42ª edição, programada para começar no dia 26 do próximo mês de agosto. 
As agremiações que disputaram a última competição, deverão apenas renovar as suas inscrições em um formulário a ser enviado para os responsáveis por elas. 
Para os jogadores que já tem fichas de inscrições de 2016, será necessário somente a renovação da autorização do seu responsável legal e uma foto atualizada para confecção da carteira de identificação de atleta. 
As fichas dos atletas já inscritos estão à disposição dos responsáveis por suas equipes. Os interessados deverão pegá-las na coordenação geral, em Vitória e no horário comercial.  

Gente Amiga
Os meus amigos Bete e  Alberto vistos pelos meus lápis. Alberto, no passado, foi jogador do Vitória e mesmo depois de pendurar as chuteiras, não perde nem jogo-treino do vitorinha.

Eu já joguei bola, mas os meus descendentes....
Quando tenho chances, falo com entusiasmo das minhas peripécias na mocidade como jogador de futebol. Não era lá estas coisas, mas dava para o gasto. Joguei no segundo quadro do Guarany, famoso time lá de Águia Branca, que era invencível no seu campinho, que ficava no início da Rua Preta (hoje Rua Francisco Alves do Couto, meu pai) . 
Era ponta direita. Em Colatina, joguei no Domingos Martins - time do "seu" Leonel - e na Uacec, time do Ginásio Conde Linhares. Joguei ao lado de gente como o Belo, Nonô (que foi profissional no Fluminense), Mandinho e Zito, que era excelente goleiro e que nos deixou muito cedo. Encerrando a minha "gloriosa" carreira de futebolista,  agora como goleiro, fui a sensação de um jogo entre Atlético Aimoreense 1x1 Ferrtoviário. Eu tinha sido "fichado" no Atlético Aimoreenses. Na minha estréia, estava escalado para jogar no segundo quadro. Cheguei cedo ao estádio, mas na hora do treinardor
distribuir as camisas dos jogadores da preliminar, só eu não recebi uma. Fiquei isolado lá no canto do vestiário e foi aí que o treinador, com muito cuidado nas palavras me contou: 
" Seguinte, Zé Couto (naquela época eu ainda não era o Janc...) : o nosso goleiro titular estava em Resplendor, o trem já passou e ele não veio... Agora só temos você..."  Eu gelei. Afinal, eu não tinha experiência e só jogava as peladas lá do internato do Pan Americano e como eu ia enfrentar aqueles atacantes grandões do time adversário?!! Mas o cara insistiu tanto que me convenceu a jogar. Mas, fui logo dizendo: "Eu vou, mas não garanto nada..."
 Eu tinha uns 16 anos, magrinho, mas naquele dia, na minha primeira e única partida pelo Atlético Aimoreense, fechei o gol e peguei até pensamento ruim dos atacantes adversários.
No final do jogo, todos queriam saber quem era aquele goleirinho que agarrava igual ao Castilho. E glória veio mais tarde, lá pelas 7 horas da noite. Era a atração na pracinha que ficava (ou ainda fica?) perto da estação. E eis, que lá pras tantas, me aparece o jornalista  Esdras Leonaor, pedalando a sua bicicleta e me obriga a montar na garupa dela para ir até a Rádio Difusora de Aimorés para dar uma entrevista exclusiva. Aí, sim, me senti um Castilho do Vale do Rio Doce.
Era final de ano e chequei a conclusão de que aquela minha espetacular atuação tinha sido (desculpem a palavra) "uma cagada" e que nunca mais se repetiria. Por isso, recusei o convite para jogar a partida seguinte, alegando: "O ano está encerrando  e agora só posso me preocupar com as provas finais." 
x-x-x-x
Apesar de ter sido um jogador mais ou menos e através da Gazetinha ter revelado um monte de craques, nenhum dos meus filhos, netos e sobrinhos deram para a coisa. O único que jogou mais ou menos foi o meu sobrinho Washington Couto, hoje gerente do Bradesco de Alegre. O Janquinho, no primeiro dia que foi jogar, desistiu. Afinal, conseguiu fazer dois gols contra a sua equipes... O Rodrigo (foto) tentou, tentou mas sou ficou mesmo na tentativa, apesar de até ter jogado pela famosa Aert. 
Mas, não tenho nada que reclamar porque, afinal, se nenhum deles foi craque de bola, tenho a certeza de que todos eles são pessoas integras e agradeço muito a Deus por eles serem meus filhos. 
Afinal, quando Deus me deu a incumbência de  fazer a Copa A Gazetinha, não tinha nenhum item dizendo que os meus descendentes tinham que se tornar craques de futebol...