O antigo campinho de Águia Branca
Eu (em pé) e o meu amigo Francisco Cassundé, o Chico, tendo
como fundo o antigo campinho da então Vila de Águia Branca, hoje uma progressista cidade. Além do campo, vemos lá atrás, o imóvel onde ficava a máquina de pilar café. Rodeando
o campo, aquelas casinhas, algumas construídas pelo meu pai Francisco Couto, para moradia de alguns dos
seus funcionários que atuavam na nossa “venda”, especializada em “secos e molhados”, localizada ao lado do campinho.
Creio
que foi neste local aí, jogando pelo glorioso Guarany, que passei a gostar
de futebol. Hoje, o campo não existe mais. Fizeram um outro para o Guarany, até bom e bem
localizado dentro da cidade.
Por sinal, isto me faz lembrar que eu
não entendo o motivo de um empresário e desportista daquela região, até bem intencionado, ter construído um estádio na beira da estrada que liga a cidade a Barra de
São Francisco (bem distante de Águia Branca) e ter criado um time profissional
(Real Noroeste) para disputar os campeonatos oficiais da Federação, quando
poderia ter utilizado para isto o local que fica hoje o estadinho do Guarany.
A construção teve até um motivo meritório, pois ao estádio foi dado o nome do pai do empresário.
É como se o Vitória vendesse o seu
estádio e construísse um outro lá em Fundão.
Na certa, ao construir o estádio, pensou no futuro. Avaliou
que daqui a uns cem anos a cidade de Águia Branca tenha crescido o bastante para chegar até o
local do estádio do Real, lá pertinho de Barra de São Francisco...



