sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

O antigo campinho de Águia Branca


   
Eu (em pé) e o meu amigo Francisco Cassundé, o Chico, tendo como fundo o antigo campinho da então Vila de Águia Branca, hoje  uma progressista cidade.      Além do campo, vemos lá atrás, o imóvel onde ficava a máquina de pilar café. Rodeando o campo, aquelas casinhas, algumas construídas pelo meu pai Francisco Couto, para moradia de alguns dos seus funcionários que atuavam na nossa  “venda”, especializada em “secos e molhados”, localizada ao lado do campinho. 
   Creio que foi neste local aí, jogando pelo glorioso Guarany, que passei a gostar de futebol. Hoje, o campo não existe mais. Fizeram um outro para o Guarany, até bom e bem localizado dentro da cidade. 
   Por sinal, isto me faz lembrar  que  eu não entendo o motivo de um empresário e desportista daquela região, até bem intencionado, ter construído um estádio na beira da estrada que liga a cidade a Barra de São Francisco (bem distante de Águia Branca) e ter criado um time profissional (Real Noroeste) para disputar os campeonatos oficiais da Federação, quando poderia ter utilizado para isto o local que fica hoje o estadinho do Guarany. 
   A construção teve até um motivo meritório, pois ao estádio foi dado o nome do pai do empresário.   
    É  como se o Vitória vendesse o seu estádio e construísse um outro lá em Fundão.

     Na certa, ao construir o estádio, pensou no futuro. Avaliou que daqui a uns cem anos a cidade de Águia Branca tenha crescido o bastante para chegar até o local do estádio do Real, lá pertinho de Barra de São Francisco... 

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